17 anos de atuação. Psicóloga especialista em Terapia Cognitivo Comportamental. Atendimentos Online para todo o Brasil.
Muitos adultos recebem o diagnóstico tardiamente, depois de anos atribuindo a falhas de caráter a desorganização, os atrasos e as tarefas que ficam pela metade. A terapia trabalha estratégias concretas de planejamento e manejo da impulsividade, além da regulação emocional, que costuma ser a parte menos comentada do quadro, acompanhando a aplicação dessas estratégias na rotina real de cada paciente.
Quando os relacionamentos seguem um roteiro parecido, com medo intenso de abandono ou permanência em vínculos que fazem mal, geralmente há um padrão aprendido em funcionamento. A terapia trabalha o reconhecimento desse padrão e de sua origem e a construção de outras formas de se vincular, o que inclui o período após um término, quando a vontade de retomar o contato tende a ser mais forte.
Os transtornos de ansiedade, como a ansiedade generalizada, o transtorno de pânico e a fobia social, envolvem preocupação ou medo desproporcionais à situação, acompanhados de sintomas físicos e de comportamentos de evitação que acabam restringindo a vida. A TCC é uma das abordagens com maior respaldo de pesquisa para esses quadros e trabalha tanto a interpretação das ameaças quanto a exposição gradual ao que vem sendo evitado.
Os transtornos depressivos e o transtorno bipolar comprometem o humor de maneiras distintas, com repercussões em quase todas as áreas da vida. Na depressão, o trabalho envolve a retomada gradual de atividades que perderam o sentido e o exame da visão negativa sobre si e sobre o futuro. No transtorno bipolar, inclui reconhecer os sinais iniciais de mudança de fase e organizar a rotina de sono e atividades.
A insegurança persistente e a dificuldade de se posicionar, mesmo quando se tem clareza do que se quer, costumam se apoiar em crenças sobre si mesmo formadas há muito tempo. Na TCC, essas crenças são identificadas e examinadas à luz da própria história do paciente, e o trabalho se estende ao comportamento, com treino gradual de posicionamento em situações reais do cotidiano.
O transtorno de personalidade borderline envolve uma intensidade emocional que se manifesta sobretudo nos vínculos, com reações que a própria pessoa costuma reprovar depois. A DBT foi desenvolvida especificamente para esse quadro e ensina habilidades de tolerância ao mal-estar, regulação emocional e efetividade interpessoal, sempre aplicadas às situações concretas que o paciente traz para a sessão.
Prazer, sou a Vanessa. Atuo como psicóloga há mais de 17 anos, e o que me trouxe para a clínica continua sendo o que mais me interessa nela: entender por que certas situações se repetem na vida de uma pessoa mesmo depois que ela já percebeu o que está acontecendo, por que algumas relações se tornam tão difíceis de sustentar e o que de fato ajuda alguém a sair de um sofrimento que se arrasta há tempo.
Foi essa curiosidade que orientou minha formação. Fiz especializações em Terapia Cognitivo-Comportamental, em Psicopatologia e em Casais e Relacionamentos, e também em Neuropsicologia. Na prática clínica, trabalho com a TCC como base e integro recursos da Terapia Comportamental Dialética, a DBT, especialmente nos casos em que as emoções chegam com uma intensidade difícil de manejar.
Com o tempo, aprendi que compreender a origem de um problema costuma ser apenas uma parte do trabalho. Muita gente chega à terapia sabendo explicar muito bem o que sente e por que sente, e ainda assim sem conseguir agir de outra forma. Por isso dou tanta atenção à maneira como pensamentos, emoções e comportamentos se ligam no dia a dia, porque é nesse ponto que a mudança começa a se tornar possível.
Gosto que a terapia seja um lugar onde a pessoa possa falar com tranquilidade sobre o que está vivendo e, ao mesmo tempo, saiba para onde o processo está indo. Construo o tratamento junto com cada paciente, a partir da sua história e do momento em que ela se encontra, com objetivos claros e com o cuidado ético que esse tipo de conversa exige.
Realizado por video chamada, o atendimento online oferece praticidade e conforto, mantendo a mesma qualidade, vínculo e eficácia do atendimento presencial.
A entrevista clínica é o instrumento central. Sintomas atuais e seu curso ao longo do tempo, antecedentes pessoais e familiares, sono, rotina, uso de substâncias e tratamentos já realizados. Exames laboratoriais também podem ser solicitados quando há suspeita de causa clínica. Todo esse detalhamento tem razão clínica. Além disso, qualquer hipótose traga por você será considerada na avaliação como informação sobre o que você vem percebendo em si mesmo.
O diagnóstico segue critérios estabelecidos, aplicados sobre a história clínica. Conjunto definido de sintomas, tempo mínimo de duração, prejuízo no funcionamento e exclusão de outras condições que expliquem as mesmas queixas. Alguns quadros se definem na primeira consulta, outros exigem observação ao longo dos retornos e são comunicados como hipótese até lá. Quando estabelecido, ele é apresentado com o raciocínio que levou até ali, e orienta o tratamento, o tempo de acompanhamento e a expectativa de evolução.
Essa dúvida é muito comum e costuma vir acompanhada de uma comparação com quem parece estar em situação pior, como se fosse preciso atingir certo nível de sofrimento para justificar a procura. Na prática, alguns sinais ajudam a avaliar a questão: um mal-estar que persiste por semanas ou meses, situações que se repetem apesar das tentativas de agir diferente, dificuldades que começam a interferir no trabalho, no sono ou nas relações, ou a percepção de que as estratégias que você usou até aqui deixaram de dar conta. Também vale considerar quando pessoas próximas comentam mudanças no seu comportamento que você mesma ainda não tinha nomeado. Nenhum desses sinais é obrigatório, e a terapia pode ser indicada mesmo quando a questão parece pequena, desde que ela ocupe espaço na sua vida. Como essa avaliação é difícil de fazer sozinha, as sessões iniciais existem justamente para isso: nelas conversamos sobre o que você está vivendo, entendemos o que está por trás dessa demanda e avaliamos juntas se a psicoterapia é o caminho indicado para o seu momento. Se você está considerando essa possibilidade, agendar esses primeiros encontros é a forma mais segura de chegar a uma conclusão com base no seu caso concreto.
Não há como definir esse prazo de antemão, porque ele depende da demanda que motivou a busca, da história de cada pessoa, da presença de outros tratamentos em paralelo e da forma como o processo evolui ao longo das sessões. Algumas questões mais delimitadas costumam ser trabalhadas em um período mais curto, enquanto quadros que envolvem padrões antigos de funcionamento tendem a pedir um acompanhamento mais longo. O que a TCC oferece é clareza sobre esse percurso: os objetivos são definidos em conjunto no início e revistos periodicamente, o que permite acompanhar o que já avançou, o que ainda está em andamento e o momento adequado para planejar o encerramento.
A diferença está no espaço físico em que a sessão acontece. A eficácia, a condução clínica, os cuidados éticos, o sigilo e a forma como o processo evolui seguem o mesmo padrão do atendimento presencial, e os estudos que comparam as duas modalidades mostram resultados equivalentes para a maior parte das demandas, especialmente em abordagens estruturadas como a TCC. O vínculo terapêutico, que é um dos fatores mais associados ao resultado do tratamento, também se constrói da mesma maneira, porque depende da qualidade da escuta e da relação entre paciente e terapeuta, que a videochamada preserva. Para que a sessão aconteça nas melhores condições, basta ter um lugar reservado, onde você possa falar sem ser ouvida, e uma conexão estável durante o atendimento.
Não. Muitas pessoas chegam sem diagnóstico, apenas com a percepção de que algo se repete, causa sofrimento ou atrapalha a vida, e a compreensão do quadro é construída durante a avaliação inicial. Quando já existe um diagnóstico feito por outro profissional, ele entra no processo como uma informação relevante, que orienta a condução sem limitar o olhar sobre a sua história.
A Terapia Comportamental Dialética, conhecida pela sigla DBT, é uma abordagem derivada da Terapia Cognitivo-Comportamental, desenvolvida inicialmente pela psicóloga Marsha Linehan para o tratamento do transtorno de personalidade borderline. Com o tempo, passou a ser utilizada em outros quadros nos quais a regulação emocional é uma dificuldade central, como oscilações intensas de humor, impulsividade e relacionamentos marcados por conflito constante. As duas abordagens compartilham a mesma base, que é a compreensão da relação entre pensamentos, emoções e comportamentos, e por isso se integram com naturalidade no tratamento. A DBT acrescenta um treino estruturado de habilidades de tolerância ao mal-estar, regulação emocional e efetividade nas relações, que o paciente aprende durante a sessão e aplica nas situações do próprio cotidiano.